ANALISTA Igor Pereira Posted May 21, 2025 ANALISTA Report Share Posted May 21, 2025 Morgan Stanley eleva projeçÔes do PIB da China para 2025-26, mas alerta para deflação estrutural e reequilĂbrio lento O banco de investimento Morgan Stanley revisou para cima suas projeçÔes de crescimento do PIB da China, refletindo uma melhora nas perspectivas comerciais e tarifĂĄrias. Segundo o novo relatĂłrio, a economia chinesa deverĂĄ crescer 4,5% em 2025 e 4,2% em 2026, em comparação com as estimativas anteriores de 4,2% e 4,0%, respectivamente. Principais ajustes nas projeçÔes: Indicador Projeção Anterior Revisada PIB 2025 4,2% 4,5% PIB 2026 4,0% 4,2% PIB T4 2025 (YoY) 3,7% 4,0% PIB Nominal 2025-26 - 3,5%-3,6% Deflator do PIB 2025 - -0,9% Deflator do PIB 2026 - -0,7% Fatores que sustentam a revisĂŁo positiva: Redução nas barreiras tarifĂĄrias: A previsĂŁo assume que tarifas adicionais dos EUA sobre produtos chineses permanecerĂŁo limitadas a 30%, aliviando parte da pressĂŁo sobre as exportaçÔes. AlĂvio nas tensĂ”es comerciais: A trĂ©gua tarifĂĄria permite que a China adote medidas de estĂmulo mais brandas e postergadas, o que denota uma postura de polĂtica econĂŽmica mais passiva. Melhora do ambiente externo: A estabilização da demanda global, somada Ă redução de medidas protecionistas, contribui para um cenĂĄrio macro mais favorĂĄvel. Mas o cenĂĄrio ainda impĂ”e desafios: PressĂ”es deflacionĂĄrias persistentes: O deflator do PIB negativo (-0,9% em 2025) reflete uma deflação profunda nos preços ao produtor (PPI) e inflação do consumidor (CPI) moderada, o que limita o crescimento nominal e dificulta a desalavancagem. Setor imobiliĂĄrio fragilizado: Os problemas estruturais no setor de habitação continuam a restringir o consumo e os investimentos privados. ReequilĂbrio econĂŽmico lento: Apesar da intenção de Pequim em lidar com desequilĂbrios de dĂvida e dependĂȘncia de investimentos, o modelo de crescimento continua centrado em estĂmulos e grandes obras, postergando um ajuste estrutural mais amplo. AnĂĄlise do impacto nos mercados financeiros: Ouro (XAU/USD): A combinação de crescimento moderado com deflação estrutural pode favorecer fluxos de capital para ativos reais, especialmente se o yuan permanecer sob pressĂŁo e as reservas da China forem diversificadas com mais compras de ouro. Renda variĂĄvel chinesa (A-shares e H-shares): ProjeçÔes mais fortes de crescimento aumentam o apetite por risco, mas a persistente deflação e lentidĂŁo nas reformas limitam o upside de longo prazo. Commodities: Com estĂmulos mais contidos e menor crescimento nominal, a demanda por matĂ©rias-primas pode continuar abaixo da mĂ©dia histĂłrica, pressionando exportadores. Yuan (CNY): A perspectiva de deflação mantĂ©m o PBoC inclinado Ă polĂtica acomodatĂcia, o que pode pressionar o yuan â especialmente se o diferencial de juros com os EUA persistir. ComentĂĄrio do analista Igor Pereira â Membro WallStreet NYSE: âA revisĂŁo do Morgan Stanley reflete um alĂvio de curto prazo nas tensĂ”es comerciais, mas a estrutura deflacionĂĄria da economia chinesa permanece intacta. O desafio agora Ă© equilibrar crescimento com ajustes estruturais profundos. Para os traders, o sinal estĂĄ claro: o cenĂĄrio chinĂȘs exige cautela, e o ouro segue como ativo preferencial frente Ă fragilidade do crescimento nominal.â Perfect! Thanks! Love it! Haha Confused :/ Oush! Wow! Liked! × đŹ Did you like this content? Your feedback is very important! Liked! Perfect! Thanks! Love it! Haha Confused :/ Oush! Wow! Quote Link to comment Share on other sites More sharing options...
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