ANALISTA Igor Pereira Posted June 13, 2025 ANALISTA Report Share Posted June 13, 2025 Análise Geopolítica: A Guerra Israel-Irã e o Esgotamento Estratégico dos EUA — Um Conflito com Repercussões Globais Por Igor Pereira – Analista de Mercado Financeiro | Membro WallStreet NYSE A guerra Israel-Irã e o “paradoxo estratégico” dos Estados Unidos Desde o início das hostilidades diretas entre Israel e Irã, uma dúvida estratégica paira sobre os círculos de análise militar e geopolítica: Por que Israel optaria por um confronto aberto sabendo que o Irã é capaz de retaliações massivas, como as vistas recentemente? Segundo ensinamentos de Sun Tzu, a lógica da guerra eficaz passa por atacar o inimigo em pontos frágeis, forçando-o a se defender de forma apressada e ineficiente. Neste contexto, Israel pode estar manipulando o campo de batalha para forçar o envolvimento direto dos EUA, com impactos profundos na capacidade bélica norte-americana em outros cenários — como Taiwan e o Mar do Sul da China. EUA em exaustão bélica: o que Israel realmente quer? A defesa antimíssil dos EUA, já exaurida por múltiplos fronts, está sendo pressionada ao limite: Estoques de interceptadores (AA) sob forte pressão: Interceptadores terrestres foram amplamente utilizados na Ucrânia e Gaza; Capacidade embarcada (navios da Marinha) vem sendo desgastada por meses de escaramuças com os Houthis no Mar Vermelho; Capacidade industrial norte-americana de reposição não acompanha o ritmo da demanda; Restrições chinesas à exportação de terras raras (essenciais para mísseis, radares e chips militares) dificultam ainda mais a produção. Isso coloca os EUA em uma posição estratégica vulnerável: com estoques baixos e capacidade de reposição comprometida, o país enfrenta um dilema — manter o apoio irrestrito a Israel ou preservar sua prontidão estratégica no Indo-Pacífico? Impacto direto sobre Taiwan e o Indo-Pacífico O Exército de Taiwan opera hoje 9 baterias Patriot, com mais 6 encomendadas. No entanto, diante do cenário atual, essas entregas podem ser atrasadas ou comprometidas. A defesa da ilha frente à ameaça chinesa depende diretamente da: Reposição de interceptadores; Manutenção da capacidade de dissuasão do 7º Esquadrão da Marinha dos EUA; Estoques de mísseis e sensores em bases no Japão, Guam e Filipinas. Caso a guerra entre Israel e Irã continue drenando recursos dos EUA, a capacidade de resposta em caso de ataque chinês à Taiwan poderá ser severamente limitada. A estratégia de Israel: atrair os EUA para o conflito? Do ponto de vista estratégico, Israel sabe que os EUA não podem se retirar politicamente do conflito, especialmente com a retórica presidencial de Trump enfatizando “defender aliados contra regimes hostis”. Israel poderia, portanto: Prolongar o conflito até o ponto de esgotamento logístico dos EUA; Forçar a entrada direta das forças americanas, encurtando a guerra com o Irã por meio de ataques coordenados e uso superior de força aérea/naval; Eliminar de uma vez por todas o “arqui-inimigo” iraniano, com os EUA fazendo o “trabalho pesado”. Essa leitura é consistente com ações anteriores de Israel: usar conflitos para alterar realidades geopolíticas com apoio implícito (ou forçado) de potências aliadas. Impactos nos mercados financeiros e ativos de proteção Ouro (XAU/USD) Forte valorização com percepção de risco sistêmico global; Demanda por ativos físicos se intensifica com temor de escalada no Oriente Médio; Possível arbitragem entre mercados asiáticos e COMEX (NY) devido à demanda por entrega física. Dólar (DXY) Pressão de baixa no curto prazo com desvio de recursos militares e fiscais; Risco fiscal adicional com aumento de gastos de guerra e recompras de dívida; Perda de confiança institucional pode beneficiar outras moedas (yuan, franco suíço) ou ouro. Ações e Treasuries Volatilidade crescente em ativos de risco (ações de tecnologia e bancos); Alta na curva longa de Treasuries com aumento do risco fiscal; ETF de defesa e energia (ex: XAR, XLE) tendem a performar bem. O que esperar nos próximos dias Escalada militar direta entre EUA e Irã, se ataques continuarem contra ativos americanos; Alta contínua do ouro acima de US$ 3.400/oz, caso mísseis atinjam alvos estratégicos em Israel; Pressão institucional sobre o Fed para manter juros, mesmo com inflação persistente, em meio a guerra e incerteza; Deslocamento de recursos navais do Pacífico para o Golfo Pérsico, comprometendo a presença dissuasiva dos EUA no Indo-Pacífico. Comentário do analista Igor Pereira “Essa guerra vai muito além de Israel e Irã. Estamos assistindo a uma manobra que desgasta o arsenal dos EUA em diversas frentes e abre brechas para adversários estratégicos como a China. Se Taiwan for atacada enquanto os EUA estão com estoques críticos de mísseis e interceptadores, o custo geopolítico poderá ser devastador.” Visitante_2aafa590, Visitante_e8a9c9d6, Thiago Ewerton and 5 others 1 1 2 3 1 1 Perfect! Thanks! Love it! Haha Confused :/ Oush! Wow! Liked! × 💬 Did you like this content? 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