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🌍 De-dollarização acelera e ouro se consolida como ativo global neutro

Por Igor Pereira — Analista de Mercado Financeiro, Membro WallStreet NYSE
Análise PREMIUM

Apesar de o dólar americano ainda manter o status de principal moeda de reserva mundial, as rachaduras nessa hegemonia estão cada vez mais visíveis. Com o avanço da desdolarização e o surgimento de um regime monetário multipolar, o ouro reaparece como o ativo neutro por excelência, capaz de preservar valor em meio à instabilidade cambial e fiscal global.


📉 O declínio estrutural do dólar

O domínio do dólar foi institucionalizado pelo Acordo de Bretton Woods, em 1944, consolidando sua função como meio de troca global, referência para preços de commodities (como o petróleo) e principal reserva dos bancos centrais. No entanto, as fundamentações desse sistema estão sendo corroídas:

  • A dívida pública dos EUA ultrapassa US$ 33 trilhões;

  • Os pagamentos de juros devem atingir US$ 1 trilhão ao ano já em 2025;

  • A emissão descontrolada de moeda via políticas de afrouxamento quantitativo (QE) inflou o balanço do Federal Reserve e enfraqueceu o poder de compra do dólar;

  • A instabilidade geopolítica — como sanções contra a Rússia e tensões comerciais com a China — alimenta uma reação global de desdolarização.

Em 2024, quase metade da nova dívida emitida pelos EUA foi destinada apenas para pagar juros sobre a própria dívida — um ciclo fiscal insustentável.


🧭 O ouro como ativo estratégico em um regime multipolar

Na visão de países como China, Rússia e Índia, a emergência de um sistema monetário multipolar exige uma reserva internacional que não seja politizada, sancionável ou inflacionável. O ouro, neste contexto, ganha protagonismo:

  • Dados do FMI mostram queda contínua da participação do dólar nas reservas cambiais globais;

  • Bancos centrais, especialmente dos países BRICS e do Leste Europeu (como a Polônia), estão comprando ouro em ritmo recorde;

  • A China acelera a substituição do dólar por yuan no comércio bilateral, enquanto a Rússia promove trocas comerciais com lastro em ouro.

Na Cúpula dos BRICS de 2024, foram discutidas propostas de uma unidade de comércio atrelada ao ouro, desafio direto à supremacia do petrodólar.


📊 Riscos crescentes nos Treasuries e na economia americana

A taxa dos Treasuries ultrapassa 4,5%, refletindo desconfiança global na solvência americana. Desde o início das guerras tarifárias na gestão Trump, a volatilidade nos títulos públicos se intensificou, e hoje a “exorbitante vantagem” do dólar começa a se desfazer.

A política fiscal dos EUA segue um padrão de endividamento insustentável e estímulo desenfreado, que está minando o próprio alicerce da moeda. A cultura de consumo e crédito, tanto do governo quanto dos cidadãos, expôs uma fragilidade estrutural que não pode mais ser ignorada pelos parceiros comerciais globais.


🧠 Análise de Igor Pereira

“O colapso do dólar não será um evento isolado, mas uma transição sistemática para uma nova ordem monetária. O ouro está se reposicionando, não como um ativo especulativo, mas como o porto seguro definitivo em um cenário de estagflação e quebra de confiança no dólar.”

A fala de Peter Schiff também resume bem a gravidade do quadro:

“Stagflação — recessão com inflação e juros altos — é o cenário que o Fed nunca testou. Se isso se materializar, o sistema entra em choque.”


🪙 Ouro: mais que hedge, é necessidade estratégica

A escalada no preço do ouro em 2025 reflete não só a inflação, mas uma mudança estrutural na percepção de risco. O ouro hoje supera ações, títulos e moedas em desempenho, mas seu valor real reside em sua função atemporal de reserva de valor em tempos de colapso fiduciário.

Enquanto o apetite global por dólares diminui, o impacto será direto sobre:

  • Desvalorização dos ativos americanos, especialmente Treasuries;

  • Pressão sobre o mercado de ações e imóveis, altamente dependentes da estabilidade do dólar;

  • Volatilidade sistêmica nos mercados globais, à medida que o dólar perde o papel de pilar da liquidez internacional.


🔚 Conclusão

Estamos vivendo o início do fim de uma era monetária. O dólar, antes sustentado por sua força militar, política e econômica, enfrenta agora seu maior desafio: a perda de confiança. A transição para um sistema multipolar é inevitável, e o ouro, ao que tudo indica, será o ativo central dessa nova arquitetura.

O colapso do dólar não será como 2008. Será maior. E quanto mais ele for adiado, mais severas serão suas consequências.

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